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Discovering Red Hat version using command line

If you need to check your Red Hat version from command line, here is 2 simple ways:

[root@dstvm601g10 ~]# cat /etc/redhat-release
Red Hat Enterprise Linux Server release 6.7 (Santiago)

or

[root@dstvm601g10 ~]# lsb_release -rd
Description:    Red Hat Enterprise Linux Server release 6.7 (Santiago)
Release:    6.7

I always need this, and always forget!

Enjoy!

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Categorias:Linux Tags:, , ,

10 anos de Linux em minha vida

10 anos de Linux em minha vidaNeste mês de janeiro, comemoro 10 anos que conheci Linux! Como muitos usuários, aprendi sozinho, fuçando na Internet. Resolvi fazer esse relato para mostrar a evolução do Linux nesse período para os mais novos e também compartilhar experiências que, certamente, muita gente passou. Daria para escrever um livro com os “causos”, mas vou tentar ser o mais objetivo possível!

 

 

Em janeiro de 1997, eu tinha 17 anos e utilizava Windows 95. Eu vivia irritado com os paus do mesmo, e com as constantes “formatações” que tinha que fazer, seja para arrumar problemas ou melhorar o desempenho.

 

 

Eu vivia comprando revistas sobre tecnologia, e de vez em quando via matérias falando de um tal de Linux, mas como tinha que fazer um download grande, eu sempre desanimava. Tinha internet discada em casa, e a paciência nunca foi meu forte.

 

 

SlackwareNum passeio por uma banca, encontrei uma revista, que nem me lembro o nome mais. Era uma edição especial, que vinha com o Slackware 3.1.0. Se não me falha a memória, acredito que nesta edição veio um CD, você tinha que abrir o CD e fazer um disquete para poder bootar pelo CD, algo assim.

 

 

Eu lembro que foi uma vida para instalar ele. A interface gráfica não funcionava nem a pau! Tínhamos que configurar tudo na mão. Arquivos textos pra lá e pra cá… Mas não demorou muito, para eu encontrar na Internet (navegando pelo Windows) um arquivo de configuração de um usuário avançado que tinha uma máquina igual a minha. A placa de vídeo era uma Trident de 4 megas! Um monstro para a época!

 

 

Bem, funcionou a Interface gráfica, mas e ai? O que eu poderia fazer com aquilo sem Internet? Fiquei bons meses so brincando com o Slackware offline. Eu me lembro que em junho saiu a versão 3.3.0. Mas ai eu poderia baixar, mas não tinha gravadora para queimar a mídia! 😦

 

 

Neste mesmo mês, passeando por uma banca, encontrei um tal de Linux Marumbi se não me engano. Finalmente coloquei ele na minha máquina, e “deu vídeo” de primeira! Amei a distro! No mesmo dia que instalei na minha máquina, instalei para um amigo, e perdi uma caixa de cerveja em uma aposta: após instalar o Linux eu apostei que se ele conseguisse dar um “dir”, eu pagaria a caixa para ele. Ele conseguiu. Foi ai que eu aprendi sobre alias!

 

 

ModemJá no começo de 98, eu estava querendo me matar, pois simplesmente não conseguia navegar na Internet com o Linux. Eu tinha um maldito Win modem que não funcionava. Em lista de discussão, via que todo mundo que conectava usando Linux, tinha modens US Robotics “jumpeados”. Foi batata, juntei dinheiro por uns 3 meses e comprei um!

 

 

Foi mais uma vida configurar o Linux para acessar Internet, não existia nenhum utilitário amigável, mas, demorou até que consegui. Ele vinha com o Netscape, se não me engano o 4. Não abria nada decentemente. Ficava muita coisa feia. Eu lembro que xingava o navegador (não sabendo que a culpa não era bem dele). Já o Licq funcionava bonitinho. Eu falava com meus amigos orgulhoso “Estou conversando com você do meu LINUX”, me sentia o verdadeiro Hacker!

 

 

Em 99 também conheci o Star Office, que é o pai do Open Office. Como o negócio era pesado. Não abria documentos do Word decentemente, muito menos XLS e PPT. Perdia todas as formatações.

 

 

Outro problema que me matava era que eu não conseguia imprimir no Linux decentemente. Até eu conhecer o CUPS, por volta de 2000, eu salvava em disquete no Linux e ia pro windows e imprimia. Salvar em disquete demandava um mount e um umount, não havia ícone ou automount. Só fui descobrir como montar a partição Windows no Linux com suporte a escrita em meados de 2000.

 

 

Em 2000 eu fiz minha primeira grande proeza por volta de fevereiro. Vi que saiu o Kernel 2.2, resolvi instalar o bicho. Muito trabalho para conseguir depois de umas 10 compilações, um kernel funcional!

 

 

NVIDIAEm junho de 2000 eu resolvi voltar pro Slackware, aproveitando um upgrade em minha máquina. Baixei o Slackware 7.1. e instalei no bicho. A máquina veio com uma placa Nvidia, e eu lembro que a interface gráfica não funcionou. Encontrei um site com um how to de como baixar e configurar o driver para Linux, assim o fiz. Quando mandava um startx, aparecia o logo da Nvidia, eu quase chorei de emoção: Aceleração 3D no meu Linux!

 

 

Em janeiro de 2001 saiu o Kernel 2.4, mais uma vez, brinquei de recompilar e instalar o bicho. Dessa vez foi de primeira!

 

 

Ainda em 2001 conheci o dropline gnome, uma versão alterada do Gnome para o Slackware, muito bonita! Baixei e instalei! Conheci tambem o Piter Punk, e o slackpkg, uma espécie de apt-get para Slack.

 

 

Neste mesmo ano eu comecei a trabalhar com Infra. Implementei muitas solulções baseadas em Linuxm dentre elas: servidor de páginas, rede (samba), rede wireless, VPN, fiz terminal burro rodando aplicativos Clipper no dosfree, etc.

 

 

DebianAlgo que me irritava no Slackware, talvez por incompetência minha mesmo, eram as suas atualizações. Eu vi um amigo meu, fazendo uma atualização de um servidor Debian: apt-get update, apt-get upgrade! Achei lindo, resolvi testar o bicho! Foi paixão a primeira vista. Botei Debian na minha máquina.

 

 

Já em 2003, foi lançado o magnífico kernel 2.6. Compilação e instalação de primeira!

 

 

Desde 99 eu ja comecei a dar cursos de Linux na faculdade, pois acreditava (e ainda acredito), que devemos compartilhar conhecimento. Eu aprendia mais ainda nos cursos. Lembro que no meu terceiro curso, um infeliz perguntou sobre Firewall e eu não sabia!!! O cara fez eu aprender iptables!

 

 

Até 2006 eu fiquei trabalhando pacificamente com Linux e Windows em meu desktop. Quando precisava de algo no Windows, eu ia para ele, mas… no começo de 2007 eu conheci o Ubuntu, e vendo toda a maturidade atingida por aplicativos como Firefox, Open Office, e cia… quem precisa de Windows?

 

 

10 anos de Linux em minha vidaHoje, sou um feliz usuário do Ubuntu 7.10, consigo utilizar o mesmo no meu trabalho. Em 2007 ainda haviam alguns softwares que precisavam de Windows para rodar, mas, consegui convencer minha gerente a remover esses softwares do projeto em favor de padrões abertos.

 

 

Atualmente minha luta é trocar os formatos proprietários da M$ por ODF, acredito que eu vá conseguir em breve!

 

 

Minha conclusão é que, desde 1997 o Linux evoluiu muito. Deixou de ser algo complicado de se utilizar e está muito mais amigável hoje. Isso dá um impulso no seu uso corporativo. Graças a distribuições “comerciais” como Red Hat, o Linux entrou e ficou nas grandes corporações. Iniciativas magníficas de empresas sérias como IBM, Oracle e SUN, colaboram cada vez mais para a utilização do Linux em larga escala. As pessoas estão mais conscientes sobre padrões abertos e não querem ficar reféns de nenhuma empresa. Todos estes fatores indicam que o Linux vai ser cada vez mais popular, e nós meus amigos, que já o conhecemos bastante, devemos evangelizar as pessoas!

 

Que venham mais 10 anos de Linux!