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Jogos online que envolvem dinheiro são "sadios"?

Está havendo um aumento massivo no número de jogadores de jogos casuais via internet, um bom exemplo disso é o “Colheita Feliz”, que é uma mini aplicação para o Orkut na qual os usuários criam uma fazenda e a administram, plantando e colhendo legumes e frutas, cuidando de animais tais como Galinhas, Vacas, etc. A fazenda vai rendendo “dinheiro virtual” e o mesmo pode ser utilizado para comprar sementes e animais mais caros, e assim vai se evoluindo no jogo. Além disso, para que sua fazenda cresça ou para comprar coisas avançadas, você vai precisar de experiência, que é ganha conforme se joga (lentamente).

Só isso não garantiria o sucesso do jogo! O que realmente faz com que esse tipo de jogo se destaque é a possibilidade de interação com outros usuários do Orkut que também o tenham instalado. Nele você pode roubar coisas de outras pessoas, presenteá-las com flores, cuidar de suas plantações e animais e até jogar praga na fazenda alheia, ganhando/perdendo popularidade.

Os itens mais avançados do jogo (pavão, frutas exóticas, etc) custam dinheiro de verdade para o “fazendeiro”, se quiser tais itens o mesmo vai ter que passar o número do cartão de crédito e pagar por isso! Ai o Orkut ajuda o jogo a ganhar grandes proporções, pois as pessoas querem ser as melhores por natureza, tendo os bens mais caros (o mesmo sentimento que motiva uma mulher a querer uma bolsa Victor Hugo ou um óculos Dolce Gabana… e um homem a ter um carrão da hora), as pessoas não se conformam em ter uma fazendinha com uma galinha e plantação de Nabo.

Ficamos com algumas importantes questões em aberto em relação a esse jogo: esse tipo de jogo on-line é mais viciante que um jogo off-line? Essa motivação em ter as coisas melhores move as pessoas a jogarem mais e gastar seu dinheiro para “evoluir”? Até onde isso é sadio? Temos que observar os aspectos negativos e positivos do jogo.

É claro que eu estou jogando Fazenda Feliz para poder escrever este artigo com alguma base estatística, conhecendo pessoas que jogam. Em uma amostragem de 10 pessoas com perfis diferentes (homens, mulheres, casados, solteiros) que instalaram o jogo, 7 jogam diariamente, 2 joga eventualmente e 1 não gostou e abandonou. Dos 9 que jogam, 4 já gastaram algum dinheiro real e 3 me falaram que jogam no trabalho visitando a fazendo pelo menos uma vez por dia.

Podemos dizer que jogos online que envolvem dinheiro podem ser classificados como jogo de azar, pois eles induzem claramente o usuário a gastar dinheiro, pois para alcançar as vias máximas do jogo, só pagando. É fato que a maioria dos jogos online (e não só os online) não agregam NADA intelectualmente, muito pelo contrário, só desagregam, a não ser que você seja uma criança aprendendo a fazer contas, cores, palavras, etc, aí os jogos podem até te ajudar a se desenvolver. Existem pesquisas que mostram que jogos online destroem a atenção das pessoas, que mesmo no trabalho ficam pensando no jogo (“como será que minha plantação está…”), e acabam jogando em horário de expediente quando possível.

Porém não podemos dizer que jogos que não agregam nada não devam ser jogados, senão jogaríamos no lixo a maioria que está disponível por ai! As pessoas tem direito sim a fazerem algo para relaxar, algo que simplesmente não ocupe demais o cérebro, realmente, usufruir uma “porcaria”, é o fator diversão.

Existem jogos sim que estimulam as pessoas, e pesquisa que demonstram isso provando por A + B. Jogadores de videogame tem maior atividade cerebral. Porém este não é o caso de um jogo como Colheita Feliz por exemplo.

Na minha modesta opinião (que pode mudar), jogos online que envolvem dinheiro podem ser jogado com cautela. Eu acredito que estes tipos de jogos irão dominar a cabeça de pelo menos metade das pessoas que os jogam e que elas vão acabar gastando dinheiro com isso e mais tempo que elas deveriam. Porém, é um problema gastar para jogar? Dependendo do tipo de jogo, eu acredito que sim!

Algumas pessoas podem argumentar que os produtores do jogo precisam ganhar dinheiro de alguma forma. Na minha opinião os jogos online deveriam viver de publicidade ou de aluguel, porém, esta última opção só será valida quando tivermos banda realmente larga e conteúdo sob demanda decente, compraremos jogos (tal como um Guitar Hero) online e pagaremos pelo tempo que estivermos com ele, como uma locadora, ai sim, acho justo pagar, trata-se de um “aluguel” por um conteúdo de qualidade.

Por enquanto, tenham cautela, usem a parte grátis dos jogos ou procurem por opções que não suguem seu suado dinheiro.

Categorias:Diversos, Games
  1. César
    janeiro 24, 2010 às 2:23 am

    Bom. não quero divergir da sua opinião caro companheiro. Porem posso argumentar sobre ela. eu acompanho o desenvolvimento de jogos do tipo MMORPG, e em um do tipo de Colheita Feliz está bem claro que joga quem quer e para gastar,está claro a mesma coisa, gasta quem quer. ninguem tem seu porquinho sequestrado e só liberado com fiança de 15 moedas verdes, todo mundo tem noção do lado pago e lado grati do aplicativo. Porem quem quer evoluir “ambiciosamente” mais rapido, termina por preferir o pagamento. Mas não posso negar que são jogos perigosos para quem não sabe controlar o impulso de jogar no trabalho e realmente pode vir a tirar a atenção.

  2. dezembro 22, 2010 às 11:16 am

    Na realida concordo com as palavras de César, há um perigos nesses tipos de jogos para pessoas compulsivas, o mesmo podendo ser comparado até com jogos caça-niqueis. Gostei muito da iniciativa do blog, deixar um alerta.

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