Além do Ubuntu, a IBM tambem anunciou novidades para Red Hat e Novel.
Fonte: http://www-03.ibm.com/press/us/en/pressrelease/23370.wss
Além do Ubuntu, a IBM tambem anunciou novidades para Red Hat e Novel.
Fonte: http://www-03.ibm.com/press/us/en/pressrelease/23370.wss
Eu utilizo CVS diariamente em meu projeto atual, e não é simplementes para controlar alterações simuntâneas como muita gente faz. Nós utilizamos tags e branches. Pretendo escrever algo sobre isso em breve, pois certamente, muita gente até desconhece estas funcionalidades.
Neste site: http://ximbiot.com/cvs/wiki , eu encontrei muito material sobre CVS, com muitos exemplos. É um ótimo bookmark para desenvolvedores!
No meu post anterior falo de um cliente que pode ser utilizado em Linux/WIN/MAC, muito bom mesmo! Recomendo!
Bom trabalho!
Uma pergunta que sempre surge nas palestras que os profissionais da IBM ministram em faculdades sobre o mercado de trabalho e o perfil do profissional é: “Como um recém formado pode ter experiência?”. Como todos sabem, as empresas exigem experiência, e normalmente, isso se torna um ciclo vicioso: o recém formado não tem experiência, então, não consegue um emprego pois as empresas exigem experiência.O motivo mais comum para que o estudante não obtenha experiência na área enquanto cursa a faculdade, é que o mesmo tem que trabalhar para pagar sua graduação, e o seu trabalho não é na mesma área que seu curso.
Na Índia, a maioria dos alunos não trabalha enquanto estuda. Eles se dedicam integralmente aos estudos. Porém estamos em situações diferentes, e no Brasil, a maioria dos estudantes tem que bancar seus estudos!
Neste contexto, podemos até adicionar mais um “tempero” para a pergunta que os estudantes fazem: “Como um recém formado pode ter experiência, se ele tem que trabalhar para cursar uma faculdade?”.
Vamos as minhas opiniões. Para que o estudante enquanto graduando ganhe experiência, temos duas maneiras simples:
1- Estágio
O estágio é algo comum a muitas faculdades. O aluno será pago (ou não) para desenvolver algum trabalho de interesse para a faculdade ou para empresas que contratam estagiários. Muitas empresas grandes tem programas de estágio, vale a pena vasculhar suas páginas. Você encontra mais informações sobre o programa da IBM aqui.
O estágio para o aluno enquanto graduando, auxilia muito no amadurecimento do mesmo pois o coloca em contato com profissionais da área e situações reais em empresas.
Todas as faculdade que eu conheço tem programas de estágio interno e a maioria delas também tem parcerias com empresas, que facilitam ao seu aluno, conseguir um estagio. Fale com o coordenador do seu curso sobre isso!
É importante lembrar que muitas pessoas fazem estágio em áreas diferentes das do curso que estão frequentando, então, vão ter que utilizar a minha segunda idéia para conseguir experiência!
Um fato para que o aluno não faça o estágio, é que em alguns lugares, a bolsa que será paga não cobre os gastos com a faculdade, e o aluno não tem condições de “bancar” a diferença. É importante pesar isso e talvez fazer um financiamento estudantil para pagar a faculdade e poder fazer o estágio para ganhar a experiência, pois, na maioria dos casos, quanto mais experiência, maior o salário do profissional, pode-se abrir um debate sobre isso, mas essa é uma decisão pessoal. Se não for possível o estágio na área, então o estudante também terá que partir para a minha segunda idéia!
2- Projetos Open Source
Essa é uma grande idéia e fácil de implementar! Basta que o aluno crie ou participe de um projeto Open Source ativamente.
Parece simples e bobo, mas pode render muita experiência e até fazer que o aluno fique bastante conhecido na comunidade Open Source, valorizando assim ainda mais seu currículo.
Criação de um projeto Open Source
Falando-se em criar um projeto open source, a idéia é pensar em algum software que possa ser útil para alguém. Definimos útil como:
a) pode ser um software que tenha alguma utilidade real, por exemplo, algo que vai monitorar uma rede e enviar e-mails para pessoas cadastradas, uma aplicação para a dona de casa levar o Palm no mercado para cadastrar preços e decidir em que lugar comprar, e assim por diante.
b) vai ter uma utilidade acadêmica, por exemplo, o aluno vai pesquisar sobre o desempenho de aplicações JAVA com o banco de dados DB2 9. Ele pode implementar um software para mostrar os resultados.
Em ambos os casos tudo deve ser rigorosamente documentado e toda a documentação deve ser liberada junto com o software. Mesmo que não exista o desenvolvimento de um software, o desenvolvimento de documentação e disponibilização da mesma já é um ótimo meio de se conseguir experiência.
O site mais utilizado por pessoas que desenvolvem projetos Open Source hoje em dia é o SourceForge. É só cadastrar-se e lançar seu projeto.
Um exemplo na prática de um projeto criado é o DB2-jmin, criado pelo meu amigo José Damico. Com pouco tempo de projeto, ele ja conheceu muita gente e lhe deu muita experiência.
Participando de um projeto Open Source
Participar de um projeto Open Source pode demorar mais para lhe trazer resultados. A idéia é procurar um projeto pelo qual você se identifique e entrar para a comunidade que o mantém, por exemplo, temos o ERP Open Source Compiere, você pode baixar o código fonte, estudar o mesmo e criar alterações e submeter para o mantenedor do mesmo para aprovação.
Porém a maneira mais fácil de começar neste tipo de trabalho, é através de traduções. Praticamente todos os atuais desenvolvedores começaram traduzindo algo, seja interface, dados ou documentação.
Várias distribuições Linux também precisam de muita ajuda, principalmente em tradução. Procure o Ubuntu por exemplo.
Geralmente, quanto menor o projeto, mais fácil para se tornar um desenvolvedor.
Conclusão
Estágio sempre é ótimo! Se possível, tente fazer algum estágio na área enquanto graduando. Porém, fazendo estágio ou não, trabalhando ou não, NADA impede um estudante de criar um projeto Open Source ou participar de um. Eu incentivo ao máximo tal prática!
Participar de um projeto Open Source, em um curto espaço de tempo, pode não trazer tantos benefícios quanto criar um projeto. Pois, provavelmente a comunidade não vai aceitar um desenvolvedor tão rapidamente em um projeto, então, se existe pressa, convém criar um projeto.
Uma ótima maneira de criar um projeto, é criar em grupo. Encontre algumas pessoas em sua sala de aula, e proponha a idéia, todos vão crescer juntos, e, várias cabeças pensam melhor que uma!
Bem, espero ter dado boas idéias para estudantes neste post! Não deixe de conferir os outros posts sobre carreira em http://jmmwrite.wordpress.com/category/carreira/ , você vai encontrar boas idéias e dicas lá!
Boa sorte nos seus projetos, e podem me chamar para colaborar hein!?
Eu trabalho muito com CVS e Linux em meus projetos na IBM. Algo que me incomodava era trabalhar “na mão” ou com o gcvs. O gcvs, que para Windows chama-se Wincvs, é muito bem implementado em sua versão Windows, com ótimos recursos e ótima usabilidade, porém sua versão Linux é ruim. Definitivamente, muito ruim!
Eu encontrei um cliente para CVS, visual, muito bom para Linux. Estou utilizando em meu dia a dia e até agora não encontrei problemas. Eu trabalho com tags, branches, faço diffs e merges constantemente e tem sido uma mão na roda.
Trata-se do crossvc . Ele tambem tem uma versão para Windows e MAC.
No Ubuntu eu instalei rapidamente com um “apt-get install crossvc”, para rodar ele “crossvc” na linha de comando ou então crie um atalho!
Recomendado!
Essa dica é muiiiito básica, mas muita gente pode sofrer por causa disso. Eu tive que procurar no Help como fazer! Então, quem sabe alguem vai procurar no google, e encontre aqui!
Para habilitar a entrada frontal (ou lateral, etc) de fone e microfone de seu computador com o Ubuntu 7.x, basta dar um duplo clique no ícone de volume ao lado do relógio no gnome, ir para a aba Switches, e habiltar o “Headphone Jack Sense” e o “Line Jack Sense” como na figura abaixo:

Dessa forma quando você plugar o microfone e/ou o fone de ouvido, o Ubuntu vai detectar e alterar o som das caixas para seu fone!
Neste mês de janeiro, comemoro 10 anos que conheci Linux! Como muitos usuários, aprendi sozinho, fuçando na Internet. Resolvi fazer esse relato para mostrar a evolução do Linux nesse período para os mais novos e também compartilhar experiências que, certamente, muita gente passou. Daria para escrever um livro com os “causos”, mas vou tentar ser o mais objetivo possível!
Em janeiro de 1997, eu tinha 17 anos e utilizava Windows 95. Eu vivia irritado com os paus do mesmo, e com as constantes “formatações” que tinha que fazer, seja para arrumar problemas ou melhorar o desempenho.
Eu vivia comprando revistas sobre tecnologia, e de vez em quando via matérias falando de um tal de Linux, mas como tinha que fazer um download grande, eu sempre desanimava. Tinha internet discada em casa, e a paciência nunca foi meu forte.
Num passeio por uma banca, encontrei uma revista, que nem me lembro o nome mais. Era uma edição especial, que vinha com o Slackware 3.1.0. Se não me falha a memória, acredito que nesta edição veio um CD, você tinha que abrir o CD e fazer um disquete para poder bootar pelo CD, algo assim.
Eu lembro que foi uma vida para instalar ele. A interface gráfica não funcionava nem a pau! Tínhamos que configurar tudo na mão. Arquivos textos pra lá e pra cá… Mas não demorou muito, para eu encontrar na Internet (navegando pelo Windows) um arquivo de configuração de um usuário avançado que tinha uma máquina igual a minha. A placa de vídeo era uma Trident de 4 megas! Um monstro para a época!
Bem, funcionou a Interface gráfica, mas e ai? O que eu poderia fazer com aquilo sem Internet? Fiquei bons meses so brincando com o Slackware offline. Eu me lembro que em junho saiu a versão 3.3.0. Mas ai eu poderia baixar, mas não tinha gravadora para queimar a mídia!
Neste mesmo mês, passeando por uma banca, encontrei um tal de Linux Marumbi se não me engano. Finalmente coloquei ele na minha máquina, e “deu vídeo” de primeira! Amei a distro! No mesmo dia que instalei na minha máquina, instalei para um amigo, e perdi uma caixa de cerveja em uma aposta: após instalar o Linux eu apostei que se ele conseguisse dar um “dir”, eu pagaria a caixa para ele. Ele conseguiu. Foi ai que eu aprendi sobre alias!
Já no começo de 98, eu estava querendo me matar, pois simplesmente não conseguia navegar na Internet com o Linux. Eu tinha um maldito Win modem que não funcionava. Em lista de discussão, via que todo mundo que conectava usando Linux, tinha modens US Robotics “jumpeados”. Foi batata, juntei dinheiro por uns 3 meses e comprei um!
Foi mais uma vida configurar o Linux para acessar Internet, não existia nenhum utilitário amigável, mas, demorou até que consegui. Ele vinha com o Netscape, se não me engano o 4. Não abria nada decentemente. Ficava muita coisa feia. Eu lembro que xingava o navegador (não sabendo que a culpa não era bem dele). Já o Licq funcionava bonitinho. Eu falava com meus amigos orgulhoso “Estou conversando com você do meu LINUX”, me sentia o verdadeiro Hacker!
Em 99 também conheci o Star Office, que é o pai do Open Office. Como o negócio era pesado. Não abria documentos do Word decentemente, muito menos XLS e PPT. Perdia todas as formatações.
Outro problema que me matava era que eu não conseguia imprimir no Linux decentemente. Até eu conhecer o CUPS, por volta de 2000, eu salvava em disquete no Linux e ia pro windows e imprimia. Salvar em disquete demandava um mount e um umount, não havia ícone ou automount. Só fui descobrir como montar a partição Windows no Linux com suporte a escrita em meados de 2000.
Em 2000 eu fiz minha primeira grande proeza por volta de fevereiro. Vi que saiu o Kernel 2.2, resolvi instalar o bicho. Muito trabalho para conseguir depois de umas 10 compilações, um kernel funcional!
Em junho de 2000 eu resolvi voltar pro Slackware, aproveitando um upgrade em minha máquina. Baixei o Slackware 7.1. e instalei no bicho. A máquina veio com uma placa Nvidia, e eu lembro que a interface gráfica não funcionou. Encontrei um site com um how to de como baixar e configurar o driver para Linux, assim o fiz. Quando mandava um startx, aparecia o logo da Nvidia, eu quase chorei de emoção: Aceleração 3D no meu Linux!
Em janeiro de 2001 saiu o Kernel 2.4, mais uma vez, brinquei de recompilar e instalar o bicho. Dessa vez foi de primeira!
Ainda em 2001 conheci o dropline gnome, uma versão alterada do Gnome para o Slackware, muito bonita! Baixei e instalei! Conheci tambem o Piter Punk, e o slackpkg, uma espécie de apt-get para Slack.
Neste mesmo ano eu comecei a trabalhar com Infra. Implementei muitas solulções baseadas em Linuxm dentre elas: servidor de páginas, rede (samba), rede wireless, VPN, fiz terminal burro rodando aplicativos Clipper no dosfree, etc.
Algo que me irritava no Slackware, talvez por incompetência minha mesmo, eram as suas atualizações. Eu vi um amigo meu, fazendo uma atualização de um servidor Debian: apt-get update, apt-get upgrade! Achei lindo, resolvi testar o bicho! Foi paixão a primeira vista. Botei Debian na minha máquina.
Já em 2003, foi lançado o magnífico kernel 2.6. Compilação e instalação de primeira!
Desde 99 eu ja comecei a dar cursos de Linux na faculdade, pois acreditava (e ainda acredito), que devemos compartilhar conhecimento. Eu aprendia mais ainda nos cursos. Lembro que no meu terceiro curso, um infeliz perguntou sobre Firewall e eu não sabia!!! O cara fez eu aprender iptables!
Até 2006 eu fiquei trabalhando pacificamente com Linux e Windows em meu desktop. Quando precisava de algo no Windows, eu ia para ele, mas… no começo de 2007 eu conheci o Ubuntu, e vendo toda a maturidade atingida por aplicativos como Firefox, Open Office, e cia… quem precisa de Windows?
Hoje, sou um feliz usuário do Ubuntu 7.10, consigo utilizar o mesmo no meu trabalho. Em 2007 ainda haviam alguns softwares que precisavam de Windows para rodar, mas, consegui convencer minha gerente a remover esses softwares do projeto em favor de padrões abertos.
Atualmente minha luta é trocar os formatos proprietários da M$ por ODF, acredito que eu vá conseguir em breve!
Minha conclusão é que, desde 1997 o Linux evoluiu muito. Deixou de ser algo complicado de se utilizar e está muito mais amigável hoje. Isso dá um impulso no seu uso corporativo. Graças a distribuições “comerciais” como Red Hat, o Linux entrou e ficou nas grandes corporações. Iniciativas magníficas de empresas sérias como IBM, Oracle e SUN, colaboram cada vez mais para a utilização do Linux em larga escala. As pessoas estão mais conscientes sobre padrões abertos e não querem ficar reféns de nenhuma empresa. Todos estes fatores indicam que o Linux vai ser cada vez mais popular, e nós meus amigos, que já o conhecemos bastante, devemos evangelizar as pessoas!
Que venham mais 10 anos de Linux!